segunda-feira, 9 de maio de 2011

PRETA FULOR DOS ZOI DE MER

teus zoio fulor cor de mer
é tão arretado que só de eu oiá
me enrradia
briá em martejupter, saturno e plutão
bria mais de que a luz do meio dia

quando tu fulor
desfila com tua fulor na madeixa
para chuva, abre sol
luz acende, noite vira dia

santo desce, formiga sobe
cachorro ruiva, gato arrupia
carro bate, as moça zanga
passo preto e sabiá
fazem uma alegre cantoria

chega derrete a ultima ponta do iceberg
tudo quanto é água quer vir pra Bahia
as rosa no inverno brota
e os João de barro abre as porta
só pra ver sua energia

o vento sopra
as foia seca tudo morta ressucita
as largata vira borboleta
só pra ver tua alegria

moça fulor dos zoi de mer
desse jeito até padim Ciso se agrada
e se uni com o capeta
pra ver você lá do cer

mas si só com seu zoiá
carro bate, gelo derrete
noite vira dia, os pelo do gato arrupia
se por acaso resolver abrir seu sorrizo
o mundo acaba e seja o que deus quiser.

Zezé Olukemi

2 comentários:

Osmar Machado Jr. "Tolstói" disse...

Gostei muito do poema e do seu sutaque. Abraço.

Anônimo disse...

Me identifiquei.
Rsrsr
Parabens!

OHENE NIWA

OHENE NIWA
reCaDo dADo !