segunda-feira, 9 de maio de 2011

PRETA FULOR DOS ZOI DE MER

teus zoio fulor cor de mer
é tão arretado que só de eu oiá
me enrradia
briá em martejupter, saturno e plutão
bria mais de que a luz do meio dia

quando tu fulor
desfila com tua fulor na madeixa
para chuva, abre sol
luz acende, noite vira dia

santo desce, formiga sobe
cachorro ruiva, gato arrupia
carro bate, as moça zanga
passo preto e sabiá
fazem uma alegre cantoria

chega derrete a ultima ponta do iceberg
tudo quanto é água quer vir pra Bahia
as rosa no inverno brota
e os João de barro abre as porta
só pra ver sua energia

o vento sopra
as foia seca tudo morta ressucita
as largata vira borboleta
só pra ver tua alegria

moça fulor dos zoi de mer
desse jeito até padim Ciso se agrada
e se uni com o capeta
pra ver você lá do cer

mas si só com seu zoiá
carro bate, gelo derrete
noite vira dia, os pelo do gato arrupia
se por acaso resolver abrir seu sorrizo
o mundo acaba e seja o que deus quiser.

Zezé Olukemi

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ZÉGOCENTRICO

Lembrando de tudo que nunca me disse
percebo que as minhas próprias conclusões
são a minha fraqueza e a minha fortaleza
um jogo de xadrez que jogo só...

Sendo assim sou o meu inicio e um fim que nunca chego,
sou você brotando de mim mesmo
e tomando a forma da beleza que nunca terei,
da frieza que nunca chegarei
e da maravilha que nunca serei.

Faço de ti meu paraíso
o alicerce da conjuntura do meu egoísmo,
me amo demais e esse é o fundamento que poe em mim
os sintomas do glaucoma

os lados n existem
e os meus meios nunca me levaram ao final
mesmo porque não quero chegar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

HOMEM DE FERRO

Chorei, e o sol foi testemunho da profunda escuridão
que embalou as cinco e meia no solar do unhão,
não resistir ao ouvir "In The Dark" me fudendo por dentro,
sugando todo desespero da razão contida em mim.

As nuvems carregadas escondiam os meus raios de esperança.
Nina me embalou nos teus braços e os meus olhos cerrados me fizeram recusar
o convite das pedras daquele cais.

Olokum testemunhou a minha dor,
o desespero do leão machucado.

Foram tantas as gotas de sofrer que a ferida demorou a sarar.
Foram tantas, mais tantas,
que eu já não sabia o que era lagrima ou o que era mar.

Olukemi

OHENE NIWA

OHENE NIWA
reCaDo dADo !