sábado, 13 de outubro de 2012

CAMILA

E o meu coração emaranhado nos caracóis dos teus negros cabelos vermelhos E o meu corpo encaracolado nos teus braços O tempo parado e meus dedos achados nos teus cachos E eu perdido nos teus beijos O soul no meu ouvido e eu nos teus lábios vermelhos como a cor das madeixas O mundo acabando e...beijos O mundo acabando e.... abraços O mundo acabando e...cheiros O mundo acabando e...afagos

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

DO TUDO FEZ-SE O NADA

O encanto da sua linda face Ainda embalam os meus sonhos E só de imaginar que os caracóis teus cabelos vermelhos Não mais se enrrolaram entre os meus dedos, Só de pensarO meu espirito padece, clama, grita, se encolhe, nu, em um canto, com frio, com sede, com fome chorando...chorando...chorando. a alegria de criança da minhalma está agora abandonada em uma rua estranha perigosa, vazia e a criança já não brincará mais com a cor dos teus lábios não reclamará mais da sombra dos teus olhos não perguntará se ja comeu, que horas chega... cuidado amor! A criança esta morrendo e não quer mais ressuscitar o guri tirou o nariz vermelho e não mais contará piadas para arrancar a força seus sorrisos a criança dentro de mim agora deseja não mais viver pois fiz de você meu espirito e hoje sou um corpo vazio.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

De qualquer jeito, por coisa niuma.

Quero falar de poema
Sem a intenção de agradar
Também quero escrever um poema
Que não venha a magoar
Quero sugerir uma canção bunita
Que de tão bunita me fez lembrar
Mas porque ela fala de amor
Não que dizer que estou a amar

Quero dar de graça
Pra menina uma rosa amarela
Bem de graça sem intenção
De conquistar a dama bela
Não precisa abraços e nem pedidos
de um beijo de novela
Só quero que aceite de bom grado
a minha rosa amarela

Quero guardar meu sorrizo
de vez em quando pra render
Não que dizer que estou
Chateado com vós me cê
A minha falta de sorrizo
Mal de nada quer dizer
Mas meu sorrizo é coisa cara
e guardo pra quem merecer

Se estou muito a sorrir
Não quer dizer que feliz estou
Pode ser mascara, fingimento
Escondo alguma ardor
Se dia rio e faço graça
Por onde quer que eu for
A noite ponho o sorrizo numa caixa
e choro com minha dor.

Zezé Olukemi

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PRETA FULOR DOS ZOI DE MER

teus zoio fulor cor de mer
é tão arretado que só de eu oiá
me enrradia
briá em martejupter, saturno e plutão
bria mais de que a luz do meio dia

quando tu fulor
desfila com tua fulor na madeixa
para chuva, abre sol
luz acende, noite vira dia

santo desce, formiga sobe
cachorro ruiva, gato arrupia
carro bate, as moça zanga
passo preto e sabiá
fazem uma alegre cantoria

chega derrete a ultima ponta do iceberg
tudo quanto é água quer vir pra Bahia
as rosa no inverno brota
e os João de barro abre as porta
só pra ver sua energia

o vento sopra
as foia seca tudo morta ressucita
as largata vira borboleta
só pra ver tua alegria

moça fulor dos zoi de mer
desse jeito até padim Ciso se agrada
e se uni com o capeta
pra ver você lá do cer

mas si só com seu zoiá
carro bate, gelo derrete
noite vira dia, os pelo do gato arrupia
se por acaso resolver abrir seu sorrizo
o mundo acaba e seja o que deus quiser.

Zezé Olukemi

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ZÉGOCENTRICO

Lembrando de tudo que nunca me disse
percebo que as minhas próprias conclusões
são a minha fraqueza e a minha fortaleza
um jogo de xadrez que jogo só...

Sendo assim sou o meu inicio e um fim que nunca chego,
sou você brotando de mim mesmo
e tomando a forma da beleza que nunca terei,
da frieza que nunca chegarei
e da maravilha que nunca serei.

Faço de ti meu paraíso
o alicerce da conjuntura do meu egoísmo,
me amo demais e esse é o fundamento que poe em mim
os sintomas do glaucoma

os lados n existem
e os meus meios nunca me levaram ao final
mesmo porque não quero chegar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

HOMEM DE FERRO

Chorei, e o sol foi testemunho da profunda escuridão
que embalou as cinco e meia no solar do unhão,
não resistir ao ouvir "In The Dark" me fudendo por dentro,
sugando todo desespero da razão contida em mim.

As nuvems carregadas escondiam os meus raios de esperança.
Nina me embalou nos teus braços e os meus olhos cerrados me fizeram recusar
o convite das pedras daquele cais.

Olokum testemunhou a minha dor,
o desespero do leão machucado.

Foram tantas as gotas de sofrer que a ferida demorou a sarar.
Foram tantas, mais tantas,
que eu já não sabia o que era lagrima ou o que era mar.

Olukemi

sábado, 27 de novembro de 2010

No elevador do filho de Deus

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas

Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento

Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!

Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.

Elisa Lucinda

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu Faço!

Oxi!
Eu faço é puesia moço
Essa coisa boa que entra pelo ouvido e penetra a alma
Esse negoço gostoso que futuca
Que cutuca
Que esquenta
Mas também que acalma
Oxi moço, puesia é bom viu
Você pode fazer acumpanhado
Pode fazer no culetivo
E pode fazer suzinho
Eita que puesia gostosa de mais viu...
Ela te pega de jeito
Ela te pega com jeito
Ela te pega cum jeitinho...
Te faz um carinho...
Olhe! A puesia pode falar da pulítica
Ela pode ser pulítica
Ela pode fazer crítica
Ela pode ser crítica
É moço, ela provoca reflexão
Provoca até... hummm!!!
Moço pense em uma puesia gostosa
Que te faz sentir calor só com as palavras
Imagine moço essa puesia na prática.... rsrsrs
Imagine moço, porque faz bem pra todo mundo.
Ela te pega daqui e te leva pra li...
Pra li, pra onde tu quiser ir.
Tu sabe que tu pode ter uma rotina poética?
Puesia que fale de estética
Que fale de ética
Uma puesia que deixe as pessoas assim tudo frenética
Oxi moço, é porque tem puesia que balança a pista
Tem até puesia dispida
É dispida, assim de padrão
De patrão
Puesia assim toda nua...
Ela tem muitas utilidades num sabe
Basta o moço saber aplicar
Praticar
Assim deixar
Deixar... penetrar.
Oxi moço, eu faço é puesia viu.
E tu moço faz o que?
Sabe não é?
Então deixa a rotina poética penentrar em você.

Mara Asantewaa

sábado, 23 de outubro de 2010

Desejo-li


Sinto vontade do calor da tua boca entre minha cochas
passiando na conjuntura do falso pecado
que m seduz como um bom calice de vinho
acompanhado do frio do gelo q escurrega entre teus dedos

Calor e ardor entrelaçados entre os corpos ritimados
que dançam com a canção do erotismo
que pulsa meu sexo sedento
que anceia tua chegada

Quero tua boca em minhas bocas acompanhadas de mordidas sacanas,
suas mãos em todos os lugares
desbravando o cio do meu corpo
entregue as delicias do prazer

Sua lingua passei entre meus seios rigidos,
em movimentos freneticos,
desesperados.

Quero enlouquecer entre suas pernas e sentir o teu gosto em minha boca
e que dele saia todo mel produzido do desejo carnal em valsas dos corpos eternizados por deliciosas lembranças de sussuros,de gozos,de sexo proibido


(Michele Costa)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Desejo-te


Não esqueço do seu abraço
E em um piscar de olhos ainda sinto o seu cheiro
Invadindo e alimentando as células
da minha vontade de você
Como se os seus cabelos enrolados
me embaracem em teu pescoço
Cravando os meus dentes na ponta de cada pelo do teu corpo.

Manifestar toda a minha libido através da
Respiração suavemente agressiva ao pé do teu ouvido
Ouriçando meus dedos longos nos cachos da tua nuca
Minha boca se perdendo entre os teus lábios
E se achando nas rotulas dos teus seios
Sentindo-os enrijecer entre os meus lábios carnudos

Bailando no batuque africanizado da batida frenética do seu coração
Perdendo-me no labirinto do teu modelo deliciosamente farto
E me achar no ângulo perfeito dentre seu compaso
Me enfeitiçar com a visão privilegiada do seu sexo
E me afogar no rio de chocolate da nascente do teu segredo
Pronto pra devorar o que tens de mais valioso

Uma pedra de gelo para equilibrar o calor dos nossos hormônios
A cama que eram pra dois,
Espalhar-te inteira como uma rosa negra a desabrochar.

Não existem mais palavras para saciarem a minha sede de você,
Nem direita e nem esquerda
Seu caminho é pelo meio,
Não quero partido
Quero cada frase por inteiro
Sem virgula
Se parêntesis
Sem ponto final...


Zezé Olukemi

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quero e ponto


Quero,
teu cheiro,
teu desejo,
teu sexo.
Pouco importa a hora,
a forma,
o contexto.
Quero tua mão em meu corpo,
meu corpo em teu rosto,
teu rosto em minha saliva.
Mesmo que m recrime,
as pessoas descriminem e não compreendam o q eu mesma não entendo.
Quero,
quero,
e como eu quero,
esse sorriso meigo,
esse olhar doce,
essa voz firme.
T quero
T quero
T quero
e q traga contigo esse perigo sombrio
esse risco vadio,
esse surto arredio
Quero,
quero
e ponto


Michele Costa

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sou e não sou


Sou e não sou
Nego e afirmo numa unica frase
gostos que antes m agradavam
Hoje não mais m satisfazem
e amanha tudo volta ao normal!!!
Tudo depende do dia , da hora, do contexto
onde a razão e a emoção vivem em eterna corda bamba
gostos são mutaveis, sonhos são volateis
a mercer do propio destino
Destino traçado, muito planejado e quase nunca executado
Assim sigo sem lenço, com muitos documentos que nada dizem do que realmente sou
Se chove quero praia
Se faz sol quero cinema
e a unica certeza que nada m satisfaz
Sempre quero mais
Mais do q quero
Mais do q permito
Apenas quero....


(Michele Costa)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Teus Olhos




Quando te vejo
Chego a sentir calafrios no peito
O meu corpo treme todo
É um louco desejo

Os meus lábios ressecam
Menina quero teu beijo
Vem correndo e me abraça
Que fico daquele jeito

Me nocauteia, me abala
É um soco no queixo
Mas quando fazes um denguinho
Aí eu me derreto

E o ar que me mantem vivo
É o que tem o seu cheiro
Me embriago, perco os sentidos
Com o mel dos teus beijos

To viciado, atordoado.
E não quero sossego
Quando meu corpo encontra o teu
É o encaixe perfeito

Eclipse, Apocalipse
Me falta o conceito
Quando me acho no teu colo
É aí que me perco

Os teus olhos quando atiraram
Me acertaram em cheio
Nada mais quero se não for
O teu amor por inteiro

Vem minha rainha e faz de mim
o seu fiel escudeiro
Minha vida sem ta contigo
É um total pesadelo
E quem diria aconteceu o que eu mais temia

O teu olhar flechou o meu
Me deu uma agonia
Pensei será que to ouvindo essa melodia
Era uma voz me sussurrando
Ela quer ser tua ninha


Agora neguinha vem se perder
Entre meus braços que serei teu guia
Vou te guiar entre meus sonhos
Realizar suas fantasias

E te prometo que terás
Uma aventura todo dia
Dormir no colo do arco íris
Acordar no lar da alegria
Vai inspirar toda beleza
Pois sua beleza contagia

Me lembro vida
E até hoje me vem uma emoção
Recitando Léo Jaime
Conquistei seu coração

Que os livros na estante
Já não tem mais importância é um fato
Quando tento me concentrar
Me vem na mente seu retrato

Jogo tudo para o lado e fico ali pensando em ti
No teu rosto tua boca, teus beijos tudo enfim
Quando ouço uma canção
Já deu pra perceber
Se ela fala de amor penso logo em você.


Zezé Olukemi



terça-feira, 28 de setembro de 2010


Tentei e muito!


Tentei varias vezes demonstrar meu amor
Tentei fazer você exegar seus erros
Tentei inúmeras vezes não acreditar que acabou
Tentei não esconder o quanto eu te desejo

Tentei acreditar que o sentimento existia
Tentei não ter medo de ser feliz contigo
Tentei ver somente em você minha alegria
Tentei ser namorado, amante e amigo

Tentei estar com você na dor ou na felicidade
Tentei te fazer feliz do jeito que eu sei
Tentei não esconder minha simplicidade
Tentei pedir desculpa quando te magoei

Tentei aos seus costumes me adaptar
Tentei deixar de lado meu ego
Tentei fazer nosso relacionamento vingar
Tentei fazer durar pra que fosse eterno

Tentei estar longe, mas estar sempre presente
Tentei sem palavras te dizer
Tentei não viver com você ausente
So não quis TENTAR pensar em te perder... mas perdi!

Réu

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


Não fumo derby, free, e muito menos malboro
Por isso eu sei sou forte como um touro
O meu carro, super carro, 4x4
Tem tração nas quatro rodas
Pra no rally da vida
Eu não ficar de fora

O moleque fica doido
Fuma a porra da criptonita
Pra te livrar dessa vida
Faço uma fusão de Goku com Vedita
Me transformo num antibiótico sonoro
Penetro no seu ouvido,
Te dou uma overdose de consciência
Antes que o juiz bata o martelo
E te dê a sentença

Na seqüencia
Jabe , direto, nokalte certo
Paletó de madeira
Em um envelope de concreto

Esquecido na ultima gaveta
No reino dos corpos mortos
Gerando vida aos germes, vermes
Canibalizando sua carne, suas vestes
Penetrando por quais buracos quiseres

E seus ossos incinerados, queimados,
por qualquer canto jogados, não considerados
já era uma super man periférico
agora esquecido, abandonado, mais um invisivel sem mérito

Eu resisto!
Granola, açaí, cha mate, grão de biko

Eu resisto!
Força, persistência, inteligência, equilibro

Eu resisto!
Não viajo na coca, nem coca –cola, nem cola, nem vem que não cola
Nesse caminho não trilho minha história.

Eu resisto!
Ficarei na memória dos jovens caretas que morrerão velhos caretas
Pois não se afogam no copo de cerveja de bobeira
Perdendo as estribeiras, fazendo besteira
Vacilando com a mãe, amigos, a preta
Aquela nega que sempre esteve ao seu lado
Tolerando suas asneiras

Eis aqui um intelectual orgânico
Epstemologicamente falando
Nasci assim, não pedi e genético
Coisa de família, passado de mãe pra filho
Sofro de esquisofrenia frenética
Tenho convulções psicodélicas
transformo sonhos e utopias em belas materias

Eu admito sou um doente
Que nem duendy do furia consciente
Ele psicopata das letras
E eu psicopata das latas
Faço um arco Iris na sua massa encefálica
E deixo meu tag na sua mente.

Jackson Almeida (liga) e zezé olukemi

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ypisilone


este poema é dedicado a todos os irmão e irmães do clube do Ypisilon


Tocar teu rosto negramente límpido
Apertar sua cintura com uma agressividade tântrica
Grudar teu corpo ao meu num formato único
Sugar seus lábios sem explicações Froidianas

Falar censuras no teu ouvido
Perder contigo os sentidos
E correr atrás do perigo
Em qualquer viela soteropolitana
Ou de copa cabana
Ou na garupa rumo a praia de Ipitanga
Em qualquer copa ou cabana
Na mesa, na pia, sofá ou na cama

Abraçar teu corpo mole rente ao meu rígido
“pernas ao leu”
e partir da gênese com um frenético “y”
daqueles esfregados e bem arrochados

Feitiço dos brabos
língua amarrada na boca do sapo!

O céu de estrelas podadas
onde poderia ser Marte ao meio
inundada pela geleira ártica
visitada por um ser plutônico ou plutoniano
Esse aquecimento global ainda me mata
Um halls para refrescar o calor do por do sol no solar do unhão!


Caras e mordidas na boca;
Um leve sorriso,
Cara de coca – cola gelada no deserto,
De gradiadora na arena
Lagrimas de morte eminente
E derrepente

Gritos e gemidos
Poesia pagodiana da mais escrota banda
Feminismo destruído na cama
- Opa! chingaram a minha mãe!

O ardor das tuas unhas cravadas
em minhas costas largas
Estamina, adrenalina
Coração a 180
Pedindo o fim sem querer que nada acabe

Tuas mãos em meus cabelos
Mordidas no travesseiro
Grito supersônico
Terremoto na Bahia!
e mandando o vizinho pra casa do caralho

Olho apertado
Respiração ofegante
Suor derramado

Juízo reencontrado
Sorriso no rosto
Corpo cansado
Baterias descarregadas
Sonolência de beleza
Por uma questão de honra,
agora é minha vez!



zezé olukemi

Só mais alguns rabiscos

Se as poesias que escorrem das minhas mãos vazias não te servem senhor.
Então ficas com as tuas brancas e frias.
Sem alegria,
sem fantasia,
sem dor,
sem sabor,
presas e castas, que se arrastam sobre as linhas retas de um escrevedor.
Enquanto eu...
eu saboreio as minhas pretas,
putas,
nuas que flutuam no iluminar da lua
e embriaga as ruas com a sua doce simplicidade de existir.
... Ah Senhor!
Se o calor das minhas palavras não te agrada.
Deixe-as comigo, e no abrigo da minha sede as beberei,
as comerei e hesitarei cada vez mais o meu desejo de lambuzar palavras despidas
de padrão,
de patrão,
de limitação,
de muitos e tantos não.
Lambuzarei rabiscos traquinos,
certeiros,
feiticeiros
e arteiros (rsrsrs) contra a sua eterna servidão de ser...
Correto???
Ah Senhor!
Estais certos de que não queres experimentar palavras com cheiro de mar?
Com sabor de brisa fresca e com brilho de escuridão?
Com fortaleza de menina e sutileza de vulcão
Humm Senhor...
Talvez sejas tarde se por acaso querer depois.
E ai sehor, já foi!
Já terei incendiado toda tentativa de viver a poesia da vida, com a essência viva das poesias que escorrem das minhas mãos vazias e fazem brotar vida do chão.


Mara Asantewaa

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Esperança Alimentada

Esperança Alimentada



Procuro um amor

Alguém pra sentir

Pra compartilhar

Alguém além da palavra

Do sentimento do ser

Alguém pra dividir o sexo

A sexualidade

A sensibilidade de amar

Um amor inesperado

Alguém que se preenche a vida

Alguém que não me vire ao contrario com traição

Alguém que me ame viver

Alguém que viva pra viver comigo

Alguém além do propósito

Além da fala

E da alma

Alguém como você não é?!


Fatima Sekai

segunda-feira, 15 de junho de 2009

EU SOU...

EU SOU O ANJO CAÍDO
QUE AINDA NÃO FOI ACORDADO
EU SOU O DIAMANTE NA LAMA
QUE AINDA NÃO FOI ACHADO
EU SOU O REI DO SUBMUNDO
QUE AINDA NÃO FOI COROADO
EU SOU OS OLHOS DO CEGO
QUE AINDA NÃO FORAM CURADOS
EU SOU O VENTO DA ETERNIDADE
QUE AINDA NÃO FOI SOPRADO
EU SOU A TESTEMUNHA DO JUÍZO
QUE AINDA NÃO FOI PROFETIZADO
EU SOU O FILHO DO DIVINO
QUE AINDA NÃO FOI IDOLATRADO
EU SOU A MORTE DO MAL
QUE AINDA NÃO FOI CONSUMADO
EU SOU O SANGUE DO SUPREMO
QUE AINDA NÃO FOI SANGRADO
EU SOU O PECADO DO SANTO
QUE AINDA NÃO FOI AMALDIÇOADO
EU SOU O SEGREDO DA EXISTÊNCIA
QUE AINDA NÃO FOI REVELADO
EU SOU O GRITO DO HORROR
QUE AINDA NÃO FOI VIVENCIADO
EU SOU A LÁGRIMA DO ÓDIO
QUE AINDA NÃO FOI ACALMADO
EU SOU O FIM DO COMEÇO
QUE AINDA NÃO FOI INICIADO.




BSagrado.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

canção dos novos 'tempos







E os ventos sopraram mais forte que antes,
Desta vez trazendo com sigo as boas esperanças de mais uma lua inteira,
levará as amarguras da forte nebrina e a lua de são Jorge mostrará teu sorriso reluzente.
Quem usou o ferro para semear,
com certeza festejará uma Kwanza de fartura.
Este ano os ventos levarão
as sementes que povoará todos os campos e se multiplicará.
Estamos em tempo de fartura.

Okê Aro, Epa Hey...


olukemi

OHENE NIWA

OHENE NIWA
reCaDo dADo !